Político alega que não tinha autonomia sobre finanças

Político alega que não tinha autonomia sobre finanças
Reprodução / RecordTV Minas

O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) negou, por unanimidade, na tarde desta terça-feira (22), o recurso do ex-governador e ex-senado mineiro Eduardo Azeredo, contra a condenação dele no caso mensalão mineiro. Os embargos de declaração analisados são os últimos recursos possíveis de serem apresentados pelo político.

Para evitar que o julgamento fosse adiado, o TJ-MG substituiu um dos desembargadores responsáveis pelo julgamento. O motivo é a apresentação de um atestado médico pelo desembargador Eduardo Machado. Não foi informado o problema de saúde pelo qual passa o magistrado. Ele será trocado por Fernando Caldeira Brant.

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Caso

Os cinco desembargadores negaram o recurso

Os cinco desembargadores negaram o recurso
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Segundo as investigações, Azeredo fez parte de um esquema que desviou R$ 3,5 milhões das estatais mineiras Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig (Companhia Mineradora de Minas Gerais) e do extinto Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais). O dinheiro teria sido usado em sua campanha de reeleição em 1998.

Um dos operadores do desvio, segundo o Ministério Público, é o empresário Marcos Valério, que cumpre pena de 37 anos e um mês pela condenação no mensalão mineiro. A denúncia aponta que as estatais contrataram agências de publicidade de Valério e parte do valor foi destinado à campanha do político.

Em dezembro de 2015, o ex-governador foi sentenciado em primeira instância. Em agosto de 2017, o TJMG manteve a condenação. Em abril passado, o Tribunal negou os embargos infringentes de Azeredo.

Vale lembrar que o processo teve origem no STF (Supremo Tribunal Federal) em 2007, quando o tucano era senador e tinha o benefício do foro privilegiado. Em 2014, quando Azeredo era deputado federal, optou por renunciar ao cargo, abrindo mão do foro privilegiado.

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